Escrito originalmente em 19/05/2006 e colocado aqui atendendo a pedidos
Hoje, dia dezenove de maio de dois mil e seis faz exato um ano que você me deixou. A nossa relação começou a ficar abalada na semana anterior, porém a dor foi controlada por meio de diversos medicamentos. Na semana seguinte, a fatídica, a dor voltou, de forma aguda e incontrolável, a ponto de perceber que havia algo pior do que bolada no saco. Você fez parte da minha vida durante pouco mais de 29 anos de uma forma visceral, tal qual unha e carne.
Um ano depois, ainda tento me adaptar à sua ausência, visto que há situações onde realmente sinto a sua falta. Sinto sua falta em eventos com amigos, onde você sempre participou ajudando a degradar os produtos da esbórnia. Sinto sua falta em eventos familiares, onde você apaziguava meus excessos. Outrossim, não posso recorrer ao etanol e seus derivados para te esquecer de vez, pois toda vez que exagero lembro que um dia a perdi. Não posso chutar o balde numa churrascaria, pois passo o dia seguinte inteiro lembrando de você. Junto com você foi-se embora boa parte da minha capacidade e lidar com o etanol e com a boa mesa (gordura).
Enfim, a vida continua. É realmente impressionante a capacidade do ser humano se adaptar às mais diferentes situações. No início, era complicado, hoje, um ano depois, você realmente faz falta a faz questão de me lembrar disso vez ou outra, mas por outro lado essas lembranças são cada vez mais raras e menos agudas.
Minha vesícula:
* 13/04/1976
+ 19/05/2005.